Aula I - Flusser - Animação Cultural

Na obra "animação cultural" do filósofo checo Vilém Flusser encontramos objetividade dos corpos animados e inanimados como uma reflexão cujo o locutor se encarna na voz de um objeto, sendo ele uma simples mesa. Através de uma proposta de revolução anti filantrópica podemos observar a contestação do ser objeto para com o ser humano, sendo este acusado de utilizá-los como meros veículos de animação. É importante frisar a importância que esta revolução objetiva oferece à cultura como forma de alienação e formação de um padrão social, aspecto presente em diversas revoluções do século XX, entre elas, a Revolução Chinesa e Russa. Em suma, Flusser entrega ao meio inanimado o poder de se manisfestar diante à opressão humana do espaço, enfatizando de forma metafórica, a capacidade da sociedade em materializar, em meio ao ambiente, o universo imaterial e abstrato ao seu favor.
• O Disc Player Portátil
Eu, como um simples "discman", me enquadro nos objetos descartáveis e superados pela tecnologia dos anos 2010 em meio à revolução Técnico-científico-informacional. Em meus áureos anos de objetividade da animação humana, encontrei nos anos 1990 e início dos anos 2000 a valorização do meu ser como uma plataforma de produzir parte da cultura presente na sociedade em forma de música. Atualmente, com a ascensão dos serviços de "streaming" como "Spotify" e "Tidal", não tenho mais funcionalidade a não ser fazer parte de catálogos de colecionadores que se mantém presos aos objetos de um passado não tão distante.



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